sexta-feira, 12 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

permita

Não há problema quando vc se sente bem em fazer tudo diferente; em não querer estar com pessoas que não te trataram bem. Não há problema em ficar calado, nem em observar o quanto as pessoas gostam de aparecer. Se vc se sente um pouco cansado e sem vontade de beber, não há problema em ficar em casa assistindo um filme antigo. Isso não quer dizer que vc se perdeu de si mesmo, nem está sendo intolerante com as diferenças. Apenas quer tentar algo novo, conhecer novas pessoas. Tem certos momentos que precisamos julgar escolhas, ponderar verdades, e seguir por um caminho racional, simples, equilibrado, verdadeiro. Aprender a se cuidar e cuidar do mundo é tão importante quanto cultivar boas amizades. Descançar um pouco tb é importante e saber a hora de festejar ou aquietar-se é indispensável para estar preparado diante inesperados fatos. O que parece chato, monótono e entediante pode se tornar um momento de conhecimento, aprendizado, carinho, partilha, união... então não há problema se resolveu mudar-se. Se preferir caminhar a ir de carro na padaria. Não sei qual o melhor caminho, tb não vejo problemas nisso, mas sei que o amor é um bom guia. E é cheio dele que tento continuar o percurso, mesmo que todos não consigam entender como, sei que algumas pessoas estão sempre do meu lado!
Não há problemas em querer o bem.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Somítico

O que é problema pra você?
Não saber amar?
Não ter vontade?
Viver a esperar?
Medo é um problema, talvez.
Medo de lutar e depois descobrir que nem era uma causa tão importante assim?
Falta de vontade de ficar insistindo em pessoas vazias, que nunca vão se curar.
A minha aparência sim é um problema...
Uma gravata, um paletó, um sapato, um perfume.
Uma barata, pão-de-nó, desaparato, os estrumes.
E você parado, inerte. Chora ao ler o jornal de tragédias e depois esquece.
Que burrice humana desenvolver tanto esse adjetivo tosco: ignorar.
Por parecer muitas vezes a solução, na verdade a mais fácil.
Não há problema em ter vizinhos de bairro passando fome.
Nem em não poder simplesmente viver da Terra e ser obrigado a pagar pelo que nasci tendo direito.
"É com grande satisfação que me apresento todos os dias uma nova e bela embalagem para maquiar todos os meus defeitos!" - parece que ouço isso no ar da cidade burguesa.
"Tudo é tão justo!" - penso irônico.
Assim eu desfruto da sutileza da vida em um profundo e telepático suspiro.
"Ainda desperto um dragão adormecido e, cavalgando em suas asas, vamos ao inóspito civilizador para tornar carvão os seus tendões." - sonho.
Mas ainda não sei qual é o maior problema. Os menores parecem ser tão grandes enquanto que os maiores parecem tão mesquinhamente miúdos.
Absurdo!
Todos nós cheios de problemas e eu cheio de tentar resolvê-los. A maioria nem enxerga nada. Fica sentada na calçada esperando a hora chegar, por que lá até o tempo demora a chegar. Um lugar onde a vida insiste, mas não existe nenhuma satisfação. "Nem mesmo a vergonha me parece."- me imagino assim. Honra, humildade, trocados por fome e devassidão... suplicada vida! Dor!
Não há problema se minhas contas atrasarem. Não há problema se minha alimentação é rara.
"Eu posso pagar por todas as embalagens, mas não posso ver a verdade que elas estampam."- penso qual privação me tornaria mais marionete.
Não há problemas em ter problemas! Há problema em ignorá-los!